Voltamos algumas décadas no tempo, com uma pequena ajuda da inteligência artificial, para imaginar como seria viajar e se hospedar em alguns dos hotéis que marcaram aquela época. E que década…
Em São Paulo, o Maksoud Plaza era sinônimo de modernidade, poder e noites que entraram para a história. Frank Sinatra passou por lá em 1981, hospedado em uma das suítes presidenciais, e fez quatro apresentações no hotel. Décadas depois, o Maksoud fecharia suas portas. Uma ausência que São Paulo ainda sente.

No Rio, o Rio Palace, inaugurado em 1979 onde hoje está o Fairmont, começava os anos 80 em grande estilo: Sinatra também esteve ali, com uma apresentação em janeiro de 1980 que marcou o lançamento oficial do hotel.

Já o Copacabana Palace, que hoje parece absolutamente intocável, viveu uma realidade bem menos glamourosa. Enfrentava dificuldades financeiras, baixa ocupação e chegou a ter seu futuro ameaçado por projetos que poderiam alterar radicalmente aquele endereço. As proteções patrimoniais que vieram entre 1983 e 1986 ajudaram a preservar um dos maiores símbolos do Rio.

E havia o Hotel Glória. Bailes, congressos, políticos, artistas, festas e uma vida social que ajudou a contar a história da cidade. Hoje está fechado. Assim como o Maksoud. Porque nem todo ícone sobrevive apenas por ser um ícone.

Enquanto isso, alguns endereços atravessaram décadas, reformas, mudanças de comportamento e novas definições de luxo. Ritz Paris, The Plaza e The Beverly Hills Hotel continuam lá — diferentes, evidentemente, mas ainda ocupando aquele lugar raríssimo reservado aos hotéis que deixaram de ser apenas hotéis para se tornar parte da memória de suas cidades.



As imagens acima nunca existiram. As histórias, sim!









