Um dos nomes mais influentes da arquitetura brasileira acaba de ganhar uma grande retrospectiva em São Paulo — mas, para a hotelaria de luxo, Isay Weinfeld já é há décadas uma referência absoluta.
Em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, a exposição “Etcétera” celebra seus 50 anos de carreira e revela a mente criativa por trás de alguns dos hotéis mais sofisticados do Brasil e do mundo.
E é justamente na hotelaria que seu impacto se torna mais evidente.
Weinfeld é o responsável por dar forma ao universo Fasano, marca que hoje representa um dos maiores símbolos de luxo discreto no país. Entre seus projetos mais emblemáticos estão o Hotel Fasano São Paulo, localizado nos Jardins, inaugurado em 2003, considerado um divisor de águas na hotelaria brasileira ao unir design contemporâneo com uma atmosfera clássica e intimista, além do Hotel Fasano Salvador, instalado em um icônico prédio art déco dos anos 1920 no centro histórico.

Sua assinatura também está no Fasano Las Piedras, um projeto que mistura arquitetura e natureza em uma propriedade de centenas de hectares, com bangalôs, spa e experiências ao ar livre, e no complexo Fasano Boa Vista, onde hotelaria, residências e lifestyle se fundem em um dos empreendimentos mais exclusivos do país.



Outro projeto que reforça a força de Isay na hotelaria é o icônico B Hotel Brasília, na capital federal. Inaugurado em 2018, o hotel rapidamente se tornou um símbolo de sofisticação contemporânea em Brasília, traduzindo com precisão a estética do arquiteto: linhas puras, materiais nobres e uma elegância silenciosa. Com vista privilegiada para o Eixo Monumental, o B Hotel combina arquitetura autoral com uma experiência sensorial, onde cada detalhe, do mobiliário à iluminação, foi pensado para criar uma atmosfera única. É mais um exemplo de como Weinfeld transforma hotéis em verdadeiros destinos de design e lifestyle.


Seu portfólio internacional inclui projetos como o Square Nine Hotel, reforçando sua presença global na hotelaria de alto padrão. Weinfeld ajudou a mudar a forma como o luxo é percebido no setor. Sua arquitetura não aposta no excesso, mas sim na precisão. Ambientes silenciosos, elegantes e extremamente sensoriais, onde o design não grita, mas envolve.
Essa mesma lógica aparece na exposição em São Paulo: um mergulho em uma carreira que transita entre arquitetura, design, cinema e arte, mas que encontra na hospitalidade um dos seus territórios mais potentes.
A mostra deixa claro que antes de virar tendência, o chamado “luxo discreto” já tinha endereço, e ele começa, muitas vezes, nos projetos de Isay Weinfeld.
Serviço: até o dia 17 de maio, no Instituto Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201).
