O aguardado hotel da Soho House em Lisboa, que prometia se transformar em um dos endereços mais desejados da cidade, acaba de enfrentar um problema milionário antes mesmo de abrir as portas: as obras do empreendimento foram paralisadas por falta de pagamento.
Segundo veículos europeus, a construtora responsável suspendeu os trabalhos após alegar inadimplência da empresa dona do projeto. O caso rapidamente virou assunto no mercado de luxo, já que a Soho House se tornou, nos últimos anos, uma das marcas mais desejadas do mundo entre celebridades, empresários e a elite criativa internacional.
A construtora Alves Ribeiro acionou o mecanismo legal conhecido como “direito de retenção” após o não cumprimento financeiro por parte da francesa Compagnie de Phalsbourg.
O grupo havia adquirido, em 2019, o histórico Palácio Pina Manique, em Lisboa, com o objetivo de transformá-lo em um hotel da Soho House. O investimento previsto era de 41 milhões de euros. No mesmo ano, a Câmara Municipal aprovou o licenciamento do projeto.
O episódio escancara um bastidor pouco comentado da nova corrida global pelos hotéis de luxo: enquanto o mercado vende experiências exclusivas, clubes privados e diárias milionárias, muitos desses projetos dependem de operações financeiras extremamente delicadas nos bastidores.
Nos últimos anos, Lisboa virou um dos mercados mais cobiçados do turismo de luxo europeu. Mas agora, o futuro Soho House da cidade corre o risco de se transformar no símbolo perfeito de uma pergunta desconfortável: até onde vai o glamour quando nem a obra consegue ser paga?

