
por Vinicius Belo
Cheguei atrasado.
E não foi por falta de planejamento, foi o Rio sendo o Rio.
Era véspera de feriado de todos nós trabalhadores, véspera do show da Shakira, e Copacabana simplesmente parou. Um trânsito caótico, daqueles que testam qualquer agenda. Nada justifica atraso, eu sei. Mas, ainda assim, cheguei a tempo do jantar que celebrava os 25 anos do JW Marriott Rio de Janeiro.
Logo na chegada, um detalhe me chamou atenção, e não de forma positiva. O convite indicava passeio completo, mas muitos convidados ignoraram completamente o dress code. Pode parecer pequeno, mas não é. Existe algo sobre respeitar o tom de um evento que passa por elegância. Nesse ponto, achei que faltou.
Mas o clima mudou rápido.

Um bloco com pegada carnavalesca abriu a noite no foyer, trazendo energia, ritmo e aquele toque carioca que sempre funciona. Em seguida, já com os convidados direcionados ao salão, o grupo entrou conduzindo o momento de abertura do jantar, um começo vibrante, bem executado.
O som poderia estar um pouco mais baixo, mas a iluminação estava no ponto exato. E, iluminação é tudo, pelo menos pra mim.
O jantar aconteceu em um espaço que, confesso, me surpreendeu: o salão no subsolo do JW Marriott Rio de Janeiro. Um ambiente relativamente pequeno, mas de extremo bom gosto. Todo revestido em madeira natural, com lustres de cristal e uma atmosfera quase intimista. Uma verdadeira joia escondida dentro do hotel, recebendo pouco mais de 50 convidados, um grupo enxuto, bem diversificado.
A produção teve um cuidado que merece destaque. Assinada por Ana Bueno, a decoração ia além da estética. Havia um propósito claro ali. Um jardim indoor tomava conta do espaço, com orquídeas e ervas plantadas inteiras em vasos, como se tivessem saído diretamente do próprio hotel. Nada de excessos ou desperdícios, tudo vivo, orgânico, pensado. O menu, impresso em seed paper de manjericão, podia literalmente ser plantado depois. Um detalhe simples, mas extremamente simbólico.
A gastronomia seguiu essa mesma linha de coerência. O chef Amaral trouxe o conceito “do jardim ao Atlântico” em um menu de cinco tempos, bem executado, com sabores equilibrados e uma entrega precisa. No clássico também funcionou: filé mignon, lagosta, vieiras. Tudo saboroso, sem exageros, com um serviço empratado na medida certa.
Exceto, claro, pelo fato de que ali, diferente da decoração, algo precisou ser “colhido antes do tempo”. Mas faz parte.
A bebida foi uma espumante nacional, que acompanhou bem o ritmo da noite.
Sempre olho para o JW Marriott Rio de Janeiro com interesse. É um hotel importante para a orla carioca, especialmente para o público americano, extremamente fiel às suas marcas e que encontra ali uma extensão confortável do seu próprio repertório de viagem.
E isso conversa diretamente com o DNA da JW Marriott.
A marca, que homenageia J. Willard “J.W.” Marriott, foi construída sobre um princípio simples: cuidar de si para cuidar melhor do outro. Hoje, com mais de 125 hotéis em 41 países, o grupo aposta em experiências que estimulam presença, conexão e bem-estar, mente, corpo e espírito alinhados.
E talvez seja isso que ficou da noite.
Um evento que, entre nuances e grandes acertos, conseguiu traduzir algo essencial:
hospitalidade de verdade está nos detalhes, e, principalmente, na intenção por trás deles.
Na galeria, fotos da noite…














