Após 24 anos fechado, hotel que recebeu Bono e Mick Jagger renasce em Búzios em projeto de R$ 200 milhões

Resid Club & Hotels
Resid Club & Hotels | Foto: reprodução

Um dos endereços mais emblemáticos da Búzios dos anos 1980 e 1990 está começando uma nova história. Fechado desde 2002, o antigo hotel Nas Rocas, localizado na Ilha Rasa, a cerca de 700 metros da costa de Búzios, está sendo transformado em um projeto de hospitalidade e real estate com investimento superior a R$ 200 milhões.

O empreendimento é conduzido pelo Resid Club & Hotels, grupo criado no fim de 2021 e que tem entre seus sócios o chef Alex Atala. A companhia adquiriu a propriedade em 2022 e iniciou um amplo processo de recuperação da área, que permaneceu praticamente intocada por mais de duas décadas.

E o passado do endereço ajuda a explicar o tamanho da expectativa em torno de sua volta.

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Um hotel que marcou época em Búzios

Antes de fechar as portas, o Nas Rocas fez parte dos anos dourados de Búzios, quando o balneário fluminense se consolidou como destino de celebridades brasileiras e internacionais.

Entre os hóspedes e frequentadores que passaram pela ilha estão Bono, Mick Jagger e Roberto Marinho, presença frequente nas tradicionais feijoadas de domingo realizadas no hotel. Até a primeira versão da novela Vale Tudo teve cenas gravadas por ali.

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Quando os novos proprietários chegaram à ilha, em fevereiro de 2022, encontraram praticamente uma cápsula do tempo. A vegetação havia avançado sobre piscinas e caminhos, enquanto os antigos bangalôs ainda guardavam televisores de tubo, cortinas, quadros e louças deixados desde o encerramento do hotel.

Agora, o endereço começa a assumir uma configuração completamente diferente.

Hotel, clube privado e dez vilas

O novo Resid Nas Rocas será desenvolvido em cinco etapas e reunirá três pilares: um hotel com 40 unidades, um clube privado e dez vilas residenciais.

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As vilas serão comercializadas para investidores, que poderão utilizar as propriedades ou disponibilizá-las para locação turística por meio da operação do hotel. Sete das dez unidades já foram vendidas, e as primeiras entregas estão previstas para o fim de 2027.

Já o hotel funcionará de maneira independente do clube: não será necessário ser associado para se hospedar. Os membros, no entanto, terão prioridade nas reservas.

A implantação completa deverá acontecer gradualmente nos próximos anos.

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Clube para 500 membros

A primeira fase do projeto acaba de ser inaugurada com a abertura do Nas Rocas Club, clube privado concebido para receber até 500 associados.

A comercialização dos títulos acompanha o avanço do empreendimento. Os primeiros 150 memberships, lançados em maio de 2025 por R$ 150 mil, foram vendidos. Uma nova leva de títulos chega agora ao mercado por R$ 300 mil.

O clube reúne áreas de convivência, esportes náuticos e praias, além do Resid Bar Nas Rocas. O conceito criativo do projeto é de Claudia Bernstein, com arquitetura de Octavio Rajagabaglia e paisagismo de Alex Hanazaki.

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Menos área ocupada da ilha

Um dos pontos do projeto é justamente limitar a ocupação da Ilha Rasa. Apesar de o novo complexo ter uma área construída maior que a do antigo hotel, sua implantação ocupará aproximadamente 5% da ilha, abaixo dos 6,02% ocupados pelo Nas Rocas original.

Cerca de 100,7 mil metros quadrados, equivalentes a 85% da ilha, serão mantidos como área preservada, enquanto as novas construções estarão concentradas principalmente nos trechos anteriormente ocupados pelo hotel.

Resid Club & Hotels | Foto: reprodução
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Parte dos materiais das antigas estruturas também está sendo reaproveitada. Resíduos de cimento e cerâmica retirados dos bangalôs foram triturados para utilização na obra, enquanto antigas tubulações de água e energia estão sendo recuperadas.

Mais de duas décadas depois de fechar as portas, o Nas Rocas volta, portanto, ao mapa da hospitalidade de Búzios, desta vez seguindo um modelo que mistura hotelaria, residências e clube privado, tendência que vem ganhando espaço no mercado brasileiro de luxo.

Para quem conheceu a Búzios dos anos 1980 e 1990, porém, o endereço carrega algo que nenhum projeto novo consegue construir do zero: história.

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