O anúncio da morte de Giorgio Armani, aos 91 anos, nesta quinta-feira (4), marca o fim de uma era, não só para a moda, mas também para a hotelaria de luxo. Reconhecido mundialmente como mestre do estilo minimalista e do corte impecável, Armani levou sua filosofia estética para além das passarelas ao criar hotéis que se tornaram referências de design e experiência exclusiva!

Giorgio Armani | Foto: Reprodução
Giorgio Armani | Foto: Reprodução

Foi em 2005, em parceria com a gigante Emaar Properties, de Dubai, que nasceu a rede Armani Hotels & Resorts. O acordo estabelecia uma divisão: à Emaar caberia a operação; a Armani, a essência. Giorgio se encarregava pessoalmente da concepção de interiores, da seleção de materiais e até da atmosfera pretendida para cada espaço. Neutros como areia, cinza e bege (característicos da grife) dominaram projetos onde nada era deixado ao acaso.

O primeiro marco veio em 2010, com a inauguração do Armani Hotel Dubai, instalado nos oito andares inferiores do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo. Ali, Armani imprimiu sua assinatura em 160 quartos que equilibram linhas limpas e sofisticação discreta. O hotel reúne nove restaurantes e bares, spa de padrão internacional e suítes nos andares 38 e 39, onde a vista da cidade rivaliza com o detalhismo dos interiores. O Guia MICHELIN descreve o projeto como “qualidade de alta costura, não de mercado de massa”, sublinhando o rigor com que Armani supervisionou cada detalhe.

Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução
Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução
Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução
Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução
Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução
Armani Hotel Dubai | Foto: Reprodução

No ano seguinte, em 2011, foi a vez do Armani Hotel Milano, no coração do Quadrilátero da Moda, na Via Manzoni 31. Com 95 quartos, o hotel ocupa um palazzo histórico e funciona quase como extensão da Armani/Casa, loja localizada a poucos metros dali. Mais do que uma hospedagem, o empreendimento milanês tornou-se vitrine de um lifestyle: o design contemporâneo, o spa, os restaurantes e a localização estratégica garantiram lugar entre os grandes nomes da hotelaria de luxo da cidade.

Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução
Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução
Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução
Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução
Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução
Armani Hotel Milano | Foto: Reprodução

O projeto previa expansão para cidades como Londres, Nova York, Tóquio e Marrakesh. Nem todos os planos se concretizaram, mas os dois hotéis existentes bastaram para consolidar a ideia de que a hospitalidade podia ser, também, uma forma de alta-costura. Em vez de simplesmente vestir pessoas, Armani vestiu edifícios.

Com sua partida, o futuro da marca na hotelaria dependerá da continuidade da parceria com a Emaar e da força simbólica que o nome Armani ainda carrega. Mas uma coisa é certa: ele foi pioneiro em transformar hotéis em manifestações palpáveis de identidade de marca, antecipando um movimento que hoje envolve outras casas de moda, de Bulgari a Versace. Seu legado transcende o guarda-roupa!