Lisboa acaba de ganhar um novo endereço que promete redefinir a relação entre arte e hospitalidade. Inaugurado em março de 2025, no coração do Art District da capital portuguesa, o MACAM (Museu de Arte Contemporânea Armando Martins) combina, em um único projeto, o prestígio de um museu internacional com o conforto de um hotel cinco estrelas. O empreendimento ocupa o restaurado Palácio dos Condes da Ribeira Grande, uma construção do século 18 localizada na Rua da Junqueira, entre Alcântara e Belém.

Mais do que um simples espaço expositivo, o MACAM oferece uma experiência imersiva e contínua. Ao todo, são 64 quartos e suítes em que obras do acervo pessoal do empresário e colecionador Armando Martins — fundador do museu, hoje com 76 anos — se integram à ambientação dos interiores. As peças, presentes tanto nos quartos quanto nas áreas comuns, transformam cada estadia em uma vivência artística exclusiva, onde o visitante literalmente dorme cercado por arte.



O museu ocupa uma área total de 13 mil metros quadrados, embora apenas 15% do espaço esteja, por enquanto, dedicado às galerias. O acervo reúne cerca de 600 obras de arte contemporânea, com peças datadas a partir do século 19. Parte dessa coleção estará em exibição permanente, enquanto outras obras circularão em exposições rotativas. Nomes de peso como Paula Rego e Marina Abramović figuram entre os destaques.
Com o slogan “The House of Private Collections”, o MACAM nasce com vocação para ir além do acervo pessoal de seu fundador. O museu já traça planos para receber mostras de outras coleções particulares e consolidar-se como um polo de arte contemporânea em Portugal. Para garantir renovação constante, Armando Martins anunciou um investimento contínuo de 500 mil euros anuais na aquisição de novas peças.



No hotel, o conceito da arte como experiência sensorial se estende à gastronomia e ao lazer. O complexo inclui um café, um restaurante de cozinha portuguesa contemporânea e até um bar instalado em uma antiga capela do palácio. Outro destaque é a biblioteca Dom João da Câmara, que homenageia o primeiro português indicado ao Nobel de Literatura, em 1901, e antigo morador do edifício.
A integração entre museu e hotel é total: basta um elevador para transitar entre a contemplação e o descanso. Para hóspedes e visitantes, o MACAM representa um novo paradigma da hotelaria de luxo, um em que conforto e cultura dividem o mesmo espaço, com a mesma importância.
